ADALBERTO COSTA JÚNIOR TECEU DURAS CRÍTICAS AO JOÃO LOURENÇO E DIZ QUE NÃO OUVE NINGUÉM E ESTÁ A TRANSPORTAR ANGOLA PARA UM DESASTRE

Benguela: O líder do maior partido na oposição teceu esta sexta-feira, 26 de abril, em Benguela, duras críticas, ao João Lourenço e diz que ele não ouve ninguém e está a transportar Angola para um desastre.



Redação: Benguela7

O relatório, elaborado por uma rede de 16 agências, entre as quais a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas e a União Europeia, esta situação deverá piorar nos próximos meses.

O Relatório Global sobre Crise Alimentar, do Programa Alimentar Mundial, divulgado nesta quarta-feira, 24, aponta que um milhão e trezentas mil pessoas em Angola, ou seja 4% da população, enfrentaram níveis elevados de insegurança alimentar aguda em 2023.

Reagindo, os três relatórios que coloca Angola na linha vermelha de segurança alimentar, o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, disse que esses relatórios são verdadeiros. Quaisquer diagnósticos sociais, político, institucional sobre o estado de direito democrático e diagnostico económico, são verdadeiros desastres”.  

“Não é porque nos trazem uma vontade de criticar, mas angola hoje apresenta uma imagem na radiografia real, desastrosa”, criticou.

O líder do maior partido na oposição teceu duras críticas ao João Lourenço, segundo diz que, ele não ouve ninguém e está a transportar Angola para um desastre.

“João Lourenço, que não ouve ninguém, não dialoga com ninguém, não ouve os seus próprios colegas e está a transportar Angola para um desastre. Digo isto para ser ouvido. Digo isto para que os seus conselheiros nos ouvem e ganham coragem de dizer a verdade”, criticou, salientando que sendo João Lourenço, que dirige o destino do país a nível da governação, nós temos que fazer uma inversão destas tendências. Porque todos nós temos ideias, temos sugestões, todos nós devemos ter a condição de sentar em volta de uma mesa e melhorarmos o caminho de Angola e melhorar as expectativas das populações que começam a perder força e a coragem num país que tem tudo”, disse.

Críticas contra o governo americano e de Portugal

Adalberto Costa Júnior atirou-se igualmente contra os americanos, salientando que, os mesmo têm duplas “faces”. Sustenta a sua crítica dizendo, há relatórios do Fundo Monetário Internacional (FMI) que elogiam o governo. E ao mesmo tempo há relatórios que perante péssima gestão, dizem a verdade e há outros que trazem “adormecidos”, fazem elogios.

“Este último, do banco mundial e do fundo monetário, é recente também. Sobre elogios da gestão do governo da coisa pública e da gestão das finanças. Portanto, vejam aqui interesses que colidem com a verdade”, criticou.

O presidente da UNITA fez saber que muito recentemente esteve em audiência com a embaixada americana e que de forma muito direta, disse ao embaixador norte-americano, que os estados unidos deve mudar a postura em Angola. Intende, Costa Júnior, que o governo angolano “anda à boleia” daquilo que o governo americano lhe proporciona.

Do mesmo modo reconhece que há uma postura do resto da comunidade mais corajosa, critica, pensionado o governo de João Lourenço, “e tem havido uma postura americana, que tem fechado os olhos em aquilo que tem sido o desastre angolano.

“Não sei se é esta dureza de abordagem, porque lhe deixamos muitos exemplos, está a trazer mudanças de postura”, frisou, sustentando, esteve no país a secretária de Estado Americano, Hillary Clinton e definiu o modelo de cooperação com Angola.  

“Estados unidos não coopera com o governo de Angola. Coopera com o país. Com os cidadãos, com a sociedade. Actual embaixada dirige o modelo de comparação partidária. Os governantes que veem aqui, falam apenas com governo partidário do MPLA. Recusam encontros com as organizações da sociedade civil, recusam encontros com a pluralidade e isto é responsabilidade de quem está a aqui também, a fazer o mal trabalho daquilo que é uma representação que representa um país onde há separação de poderes. Onde que os presidentes que pisam a lei, são julgados. Mas, é onde aqui se aplaude uma ditadura”, criticou, afirmando que no país há presos políticos.

Das críticas, não é tudo. Adalberto Costa Júnior, não poupou Portugal das críticas. Disse que na sua comemoração dos 50 anos do fim da ditadura e nas palavras formais.

 “Muitos elogios às ditaduras que aqui temos. É preciso Portugal começar a pensar também que está exposto neste quadro, e nós temos a começar a expor ainda mais, no sentido de não haver as farras aos ditadores, com as consequências da corrupção dos seus próprios povos”, criticou.

O político mostra-se otimista de que o país tem tudo para mudar, ganhar e particularmente os jovens para não ficarem à espera, concluiu.

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