BNA DECRETA MORATÓRIA DE SEIS MESES PARA AFECTADOS PELAS CHEIAS EM BENGUELA

Luanda: O Banco Nacional de Angola (BNA) decretou, esta quarta-feira, uma moratória de seis meses no pagamento de créditos bancários para famílias e empresas afectadas pelas inundações na província de Benguela, no quadro de medidas excepcionais para aliviar a pressão financeira resultante da calamidade.






‎Fonte: Angop

‎O anúncio foi feito pelo governador do Banco Nacional de Angola, Tiago Dias, em declarações à imprensa, no final da 1.ª Sessão Extraordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.

‎A decisão surge na sequência da avaliação dos impactos provocados pelo transbordo do rio Cavaco, na província de Benguela, que causou vítimas humanas e avultados danos materiais.

‎De acordo com o responsável, o Banco elaborou um instrutivo de carácter temporário e excepcional, aplicável a todas as instituições financeiras bancárias em actividade no país.

‎A medida contempla a suspensão, por um período de seis meses, do pagamento de juros e do reembolso do capital junto dos bancos comerciais, permitindo maior fôlego financeiro aos afectados.

‎Para beneficiar da moratória, os clientes deverão apresentar o pedido às respectivas instituições financeiras no prazo de 30 dias, cabendo aos bancos responder no período máximo de 15 dias.

‎Segundo Tiago Dias, a iniciativa complementa o pacote de medidas já aprovado pelo Executivo, que inclui linhas de financiamento e incentivos fiscais para apoiar a recuperação económica das zonas atingidas.

‎“O objectivo é reduzir o esforço financeiro das famílias e empresas num momento particularmente difícil, permitindo a sua recuperação gradual”, referiu.

‎O instrutivo abrange clientes que comprovem ter sido directamente afectados pelas cheias em Benguela, podendo ser alargado a outras regiões atingidas por fenómenos naturais recentes.

‎A medida, acrescentou, traduz um gesto de solidariedade institucional do sistema financeiro nacional para com os cidadãos e o tecido empresarial.

‎Recorde-se que o Chefe de Estado, João Lourenço, deslocou-se recentemente à província de Benguela para avaliar no terreno os prejuízos causados pelas cheias, tendo orientado a adopção de acções urgentes para mitigar os impactos e acelerar a recuperação das áreas afectadas.AFL/ART

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