PRESIDENTE DO BLOCO DEMOCRÁTICO PROPÕE ESTADO DE EMERGÊNCIA PARA A PROVÍNCIA DE BENGUELA
Luanda: O presidente do partido político Bloco Democrático, Filomeno Vieira Lopes, propõe ao presidente da república, João Lourenço, para decretar Estado de Emergência para o província de Benguela, face aos último acontecimento de calamidade que Benguela tem vividos nos últimos dias.
Redação: Benguela7
Numa carta aberta enviada a presidência da República, a que o Benguela7 Angola teve acesso, o líder dos bloquistas diz que o Bloco Democrático no exercício da sua responsabilidade política e social e face aos relatos e evidências catastróficas que nos chegam, da província de Benguela, nas últimas horas, "vem, por intermédio desta, requerer à Vossa Excelência a imediata Declaração de Estado de Emergência, para aquela parcela do território nacional, onde pelo menos os bairros do Cotel,
Santa Teresa, Massangarala, Quioxe, Compão, Kalomanga, estão em estado de sítio, deixando ao relento dezenas de milhar de famílias", lê-se, na nota.
Para Filomeno Vieira Lopes, Benguela vive hoje uma tragédia humanitária e infraestruturas sem precedentes recentes, perigando para os níveis de 2015, caso não se tomem medidas urgentes e eficazes.
Diz ainda Vieira Lopes na sua carta de que, as chuvas expuseram a falência absoluta das infraestruturas públicas, deixando milhares de cidadãos isolados, habitações destruídas e o tecido económico paralisado.
D acordo com o político, Os fundamentos para este requerimento são inadiáveis:
Incapacidade de Resposta Local: O Governo Provincial de Benguela demonstrou total incapacidade de gerir a crise. As infraestruturas recentemente construídas e reabilitadas que deveria deveriam servir de proteção, revelaram-se armadilhas técnicas devido à falta de drenagem adequada, erros de engenharia e construtivos. Como é costume e copiando o estilo de gestão central não há manutenção de pontes e diques e de outras infraestruturas até que a desgraça justifique uma grande obra, onde se factura indevidamente.
Risco eminente de Perda de Vidas Humanas: Com bairros inteiros submersos e o colapso de vias de comunicação, pontes de comboio e de conduta de água potável destruídas, a assistência humanitária e médica está comprometida. Metade da cidade está sem água potável.
Apenas a mobilização de meios nacionais, sob o regime de Estado de Emergência, permitirá a evacuação segura e o socorro às vítimas, como a débil acção dos bombeiros locais tem comprovado, com escassa capacidade de alimentação e alojamento.
Na sua carta, Filomeno Vieira Lopes diz ainda que É tarefa fundamental do Estado: Garantir da unidade nacional e a segurança dos cidadãos, accionar os mecanismos constitucionais previstos para situações de catástrofe pública,
mobilizando as Forças Armadas e a Proteção Civil Nacional.
Assegurar a paz e a segurança nacional, bem como promover o bem-estar e a solidariedade social (...) previsto nas alíneas d) e j) do artigo 21° da CRA.
Vossa excelência, ao ser investido na qualidade de Chefe de Estado e do Poder Executivo, jurou defender a unidade da Nação e a estabilidade de todos os angolanos.
"Senhor Presidente, Benguela não precisa de visitas de constatação; precisa de socorro imediato e meios extraordinários", pode se ler na nota.
Nosso apelo não pode cair em saco roto, face ao extremo sofrimento do povo, pois em Outubro de 2025 o órgão de informação “Benguela 7” em grande reportagem advertiu sobre a necessidade de manutenção do dique do Cavaco (fustigada em 2001 e 2015) e há duas semanas (chuva mais transbordo do dique) destruiram 20 casas no Bairro de Tchipiandalo.
A indiferença foi total e a desgraça hoje é sem retorno. para o político, A declaração de Estado de Emergência permitirá não só salvar vidas agora, mas também iniciar, como acentuamos na nossa carta de 6 de Abril, uma auditoria rigorosa sobre a qualidade das obras
públicas que, embora tenham custado biliões aos cofres do Estado, "derreteram" na primeira prova real.
O Bloco Democrático ao declarar por essa via a sua profunda solidariedade com o povo de Benguela, coloca-se à disposição para colaborar em qualquer esforço de salvação nacional que vise mitigar o sofrimento do povo de Benguela.
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