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Luanda: O Presidente da Repรบblica de Angola, Joรฃo Lourenรงo e o seu homรณlogo coreano, o Presidente Yoon Suk-Yeol, reuniram-se em Seoul para conversaรงรตes ao mais alto nรญvel durante a visita de Estado do Presidente Lourenรงo ร  Repรบblica da Coreia. A visita de dois dias culminou com uma sรฉrie de encontros oficiais e assinaturas de instrumentos jurรญdicos de cooperaรงรฃo.



Fonte: Clube K 

No discurso de abertura das conversaรงรตes, o Presidente da repรบblica Joรฃo Lourenรงo, afirmou que tem vindo procurar absorver as dinรขmicas que impulsionaram o desenvolvimento do paรญs de Yoon Suk-Yeol, e pedir a colaboraรงรฃo daquele paรญs, no sentido de ajudar a Angola a dar passos firmes e seguros na construรงรฃo de uma economia sรณlida, capaz de responder ร s necessidades fundamentais da populaรงรฃo angolana e de se integrar no contexto da economia mundial.

Joรฃo Lourenรงo, durante o seu discurso de abertura das conversaรงรตes, disse que em รfrica, continuamos a lutar contra as mudanรงas inconstitucionais de poder e o terrorismo em alguns dos nossos paรญses, nomeadamente na regiรฃo do Sahel e da รfrica Ocidental e Central.

A situaรงรฃo no Sudรฃo e na Repรบblica Democrรกtica do Congo afigura-se bastante preocupante a julgar pelo elevado nรบmero de mortos, feridos, deslocados internos e refugiados que criam, pela grande destruiรงรฃo das infra-estruturas e roubo dos recursos minerais e outras riquezas nacionais.

Pelo que “Temos vindo a trabalhar no sentido de ajudar esses paรญses a encontrar os caminhos do diรกlogo para se alcanรงar a paz duradoura e poderem, assim, se dedicar ao desenvolvimento econรณmico e social dos respectivos paรญses e das comunidades regionais em que estรฃo inseridos”, concluiu Joรฃo Lourenรงo.

 

DISCURSO NA ABERTURA DAS CONVERSAร‡ร•ES


Excelรชncia Yoon Suk-Yeol, Presidente da Repรบblica da Coreia
Excelentรญssima Senhora Kim Keon-Hee, Primeira-Dama da Repรบblica da Coreia,
Caros presentes,
Minhas Senhoras, Meus Senhores,


 Constitui para mim uma honra ser recebido nesta magnรญfica cidade de Seul, em companhia da minha esposa e da delegaรงรฃo que me acompanha, para realizar esta visita oficial ร  Coreia, onde temos sido alvos de atenรงรตes e de uma excelente hospitalidade, desde que chegรกmos ao vosso paรญs.


Viemos ร  Coreia para abordarmos com Vossa Excelรชncia e com as autoridades do vosso paรญs, no รขmbito desta visita, todos os aspectos que compรตem o escopo da nossa cooperaรงรฃo bilateral, que se formalizou no ano de 1993, ao abrigo do Acordo Geral de Cooperaรงรฃo firmado entre os nossos dois paรญses.


Transcorreram, desde entรฃo, 31 anos de intercรขmbio e de trocas a todos os nรญveis e, apesar de termos realizado nesse perรญodo acรงรตes de cooperaรงรฃo com apreciรกvel relevรขncia, considero que estamos muito aquรฉm de tudo quanto podemos fazer, tendo em conta o potencial de que os nossos dois paรญses dispรตem.


 No encontro a sรณs que mantivemos hรก instantes, tive a oportunidade de me referir a um conjunto de ideias e de projectos de cooperaรงรฃo que os nossos dois paรญses podem desenvolver, quer ao nรญvel institucional como com o sector empresarial privado coreano, cujo dinamismo e capacidade empreendedora sรฃo amplamente conhecidos, pelo papel transformador que conseguiram realizar no plano da economia do vosso paรญs, situando-a em muito poucas dรฉcadas ao nรญvel das grandes economias do mundo.


Estamos aqui para procurarmos absorver as dinรขmicas que impulsionaram o desenvolvimento do vosso paรญs e poder contar com a vossa colaboraรงรฃo no sentido de ajudarem a Repรบblica de Angola a dar passos firmes e seguros na construรงรฃo de uma economia sรณlida, capaz de responder ร s necessidades fundamentais da populaรงรฃo do nosso paรญs e de se integrar no contexto da economia mundial.


 Hoje procedemos ร  assinatura de alguns instrumentos jurรญdicos que vรฃo certamente ajudar a incrementar e a intensificar os contactos entre entidades pรบblicas coreanas e angolanas e entre homens de negรณcios de um e de outro lado, os quais encorajรกmos no Fรณrum Empresarial realizado ontem a buscarem as vastas oportunidades disponรญveis no mercado angolano para realizarem negรณcios que possam redundar em benefรญcios comuns.


Apraz-me referir que pude constatar, nos contactos que mantive atรฉ aqui, o interesse e a sensibilidade coreana para as questรตes relativas ร  cooperaรงรฃo com o continente africano, que terรก a sua expressรฃo mais significativa e mais visรญvel com a realizaรงรฃo da Cimeira Coreia-รfrica, que terรก lugar proximamente, da qual esperamos que surja um quadro realista e pragmรกtico de cooperaรงรฃo entre os diferentes paรญses africanos e a Coreia.

Excelรชncia Senhor Presidente,
Excelรชncias,
Caros presentes


Vivemos num mundo cada vez mais conturbado, com conflitos antigos que nรฃo se resolvem e outros novos que vรฃo surgindo, um pouco por todas as regiรตes do nosso planeta.


ร‰ tempo de nos mobilizarmos ao nรญvel da comunidade internacional para encararmos esses problemas com frontalidade e com coragem para se lhes dar soluรงรฃo, de modo a evitar que se eternizem ou que recrudesรงam, ao ponto de degenerarem em conflitos de dimensรฃo global.


Penso, assim, que todos os esforรงos que estรฃo a ser envidados pelo vosso paรญs no sentido de aliviar a tensรฃo que paira sobre a penรญnsula coreana devem ser encorajados, por considerarmos que sรณ a via do diรกlogo e do entendimento entre os povos e as naรงรตes contribuirรฃo, de facto, para o fim dos conflitos, por mais intrincados que sejam.
Esta deve ser a perspectiva que deve ser considerada na abordagem dos diferendos que subsistem actualmente, em cujo contexto incluo a invasรฃo da Ucrรขnia pela Rรบssia, que merece uma soluรงรฃo que salvaguarde a integridade da naรงรฃo ucraniana.


Temos assistido com preocupaรงรฃo o grave conflito que ocorre no Mรฉdio Oriente entre Israel e a Palestina, que tem vindo a ter amplas repercussรตes regionais, com risco de escalar para uma preocupante confrontaรงรฃo entre vรกrios paรญses dessa zona, o que aliรกs jรก comeรงa a acontecer com a intervenรงรฃo militar directa de outros actores, que deve ser objecto de atenรงรฃo e de preocupaรงรฃo muito especial por parte de toda a comunidade internacional, de modo a agir-se para que Israel e o Irรฃo mantenham a mรกxima contenรงรฃo possรญvel.


Estamos conscientes de que nรฃo haverรก soluรงรฃo para o problema do Mรฉdio Oriente se nรฃo se tiver em conta os interesses do povo palestino e o seu direito ร  autodeterminaรงรฃo e ร  criaรงรฃo do Estado palestino independente e soberano.


Em รfrica, continuamos a lutar contra as mudanรงas inconstitucionais de poder e o terrorismo em alguns dos nossos paรญses, nomeadamente na regiรฃo do Sahel e da รfrica Ocidental e Central.


A situaรงรฃo no Sudรฃo e na Repรบblica Democrรกtica do Congo afigura-se bastante preocupante a julgar pelo elevado nรบmero de mortos, feridos, deslocados internos e refugiados que criam, pela grande destruiรงรฃo das infra-estruturas e roubo dos recursos minerais e outras riquezas nacionais.


Temos vindo a trabalhar no sentido de ajudar esses paรญses a encontrar os caminhos do diรกlogo para se alcanรงar a paz duradoura e poderem, assim, se dedicar ao desenvolvimento econรณmico e social dos respectivos paรญses e das comunidades regionais em que estรฃo inseridos.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

 BENGUELA7 A NOTรCIA EM TEMPO REAL  

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