NO CASO DA MORTE DO MISSIONÁRIO NORTE-AMERICANO TRIBUNAL DA COMARCA DO LUBANGO OUVE TESTEMUNHAS

Huíla: O Tribunal da Comarca do Lubango, província da Huíla, deu continuidade, nesta quinta-feira, 18 de setembro, ao julgamento do processo nº 44/2025/B, que envolve como arguidos a cidadã norte-americana Jackeline Shroyder, de 44 anos, missionária da igreja Lakes Area Vineyard Church (LAVC), e Bernardino Isaac Elias, ambos detidos desde 31 de outubro de 2024, acusados da morte do missionário norte-americano, Beau Dean Shroyder, de 46 anos, ocorrida a 25 de outubro de 2024, no município da Palanca, província da Huíla. Para além do casal, juntamente com os cinco filhos, estão igualmente arrolados no processo, Isalíno Cayo e Gelson Ramos.



Redação: Laurentino Segunda /Huíla


Durante a sessão, foram ouvidos vários declarantes e testemunhas que relataram detalhes sobre a relação entre a arguida Jackeline e o coarguido Elias, apontada como amorosa, bem como questões financeiras envolvendo os restantes réus.


O instrutor do SIC, José Augusto, disse ter estranhado o comportamento sereno da arguida Jackeline no local do crime, onde alegou ter se afastado da viatura para urinar e, ao regressar, encontrou a vítima já sem vida. A testemunha explicou ainda que não havia vestígios no terreno que confirmassem essa versão.


Já a empregada doméstica Adelaide Francisco declarou que Jackeline e Elias mantinham um relacionamento próximo e sublinhou que a faca usada no crime pertencia à residência da arguida.


Face à complexidade do processo, que conta com mais de mil páginas, o Tribunal da Comarca do Lubango marcou a próxima audiência para o dia 22 de outubro, às 09h, data em que se prevê o início da fase de alegações, após ouvir o Ministério Público.


A juíza da causa, Violeta Tyiteta Prata, esclareceu que, ao abrigo do artigo 282 do Código do Processo Penal, foi requerida a prorrogação da prisão preventiva dos arguidos por mais dois meses.


O advogado Vivaldo Chau, que defende os arguidos Isalíno Cayo e Bernardino Isaac Elias, referiu que as audiências têm decorrido de forma positiva, “sem questões prejudiciais aos nossos constituintes”. Explicou ainda que, “terminada a fase de instrução de provas, segue-se a das alegações, restando apenas o período de consulta do processo”.


Por sua vez, Edvaldo Silva, advogado da arguida Jackeline, considerou justificável o adiamento, frisando que “a natureza e a complexidade do processo exigem cautela”. Disse também que, embora a defesa estivesse preparada para avançar, decidiu respeitar os demais operadores jurídicos, “para que todos tenham a mesma oportunidade de se defenderem e contradizerem”. O causídico admitiu ainda que não se opôs à prorrogação da prisão preventiva.


Já os advogados Evaristo Cassanga e Júlio Basílio, defensores de Gelson Ramos, defenderam que o seu constituinte deve ser absolvido. “Se olharmos para o princípio da justiça, ele será absolvido porque não está envolvido. As provas produzidas mostram que foi apenas usado”, sublinharam.

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