FALTA DE ÁGUA NO CANAL DE IRRIGAÇÃO NO MUNICÍPIO DE CAPELONGO, PREOCUPA OS MUNÍCIPES

Huíla: Os munícipes de Capelongo, província da Huíla, mostram-se irritados com a falta de água no canal de irrigação daquela circunscrição .



Redação: Benguela7 

Por: Belchior Chicomo/Huíla 

‎Capelongo foi uma das Comunas do município da Matala, tendo sido, porém, transformada em município, segundo a nova "Lei de Divisão Político-Administrativa", no seu Artigo 2º. O novo município caracteriza-se principalmente pela prática da Agricultura, bastante acentuada - se não me engano - no sector de FREIXIEL, e é disto que vive a população local, na sua maior parte.

‎As atividades agrícolas, porém, só se tornam possíveis por meio do canal de irrigação existente na referida localidade desde o tempo do colono, que nasce da barragem hidroelétrica do município da Matala e banha os diferentes sectores do neo-município.


 O dia-a-dia do camponês se faz por intermédio desta via de água, sobretudo na falta de chuva. Entretanto, a população de Capelongo passa por uma terrível crise de água. Não basta a falta de chuva, apreciamos também uma escassez de água no canal, constituindo assim um desafio para nós que dessa água usufruímos, não apenas para irrigação, mas também para outras necessidades biológicas. A falta de água no canal é um impasse que coloca em causa a economia local provindas dos trabalhos de campo, como o cultivo do alho, da cebola, da batata, do feijão, do milho e outros produtos, conforme dita o tempo. 


‎Na categoria de município, acredito haver "já" dinheiro suficiente para reconstruir Capelongo, no contexto do novo status que assumiu no mapa de Angola, era suposto melhorar nalguma coisa e não permanecermos no mesmo ritmo de antes. Poderíamos -porque não ?- nos questionar "para onde vai o nosso dinheiro". É me desculpar, mas não estamos a ver, de facto.

‎A água seria o ponto de partida, nesse processo de desenvolvimento. Qualquer um que chegue a uma determinada localidade e nota nela a falta de água, tem motivo mais que suficiente para desqualificá-la no seu todo, mesmo que haja alguma coisa de bom. A razão é simples: a água é vida. Isso explica tudo. Se não há água no local, até os animais fogem, é demasiadamente arriscado habitar aí. 

‎ Se não se olha para a questão da água (a energia aqui está fora de questão), não sei à que problemas estarão centrados os planos da Administração municipal que, apesar do tempo, parece não garantir esforço (espero que não seja isso, mas é o que se observa) no sentido de dar resposta àquilo que são as necessidades básicas dos municípes, como o caso básico da água, necessária sobretudo para o povo de FREIXIEL. Não se justifica o facto de haver água suficiente na fonte ( a barragem da Matala) e termos ainda o canal vazio, como vemos nas imagens abaixo, sem que nada (ou quase nada) se faça para termos água para todos.

‎Já não temos, como município, condições devidas que nos permitam ter acesso à água canalizada (o que em Angola é muito normal de se observar, um país rico com um povo em extrema pobreza); não temos estrada em condições que facilitem o escoamento de produtos, nem mesmo a estrada que liga os dois municípios, Matala e Capelongo; e agora a falta de água no canal. São esses, entre outros, os problemas que batem de frente contra a população de Capelongo, problemas perante os quais a Administração municipal parece manter-se indiferente, parece conformar-se com a situação.

‎ A solução para os problemas desta natureza, mais do que estar traçado no papel, deve-se trazer à práxis, à concretização, sobretudo aquelas de primazia nessa ordem (o caso da água, insistimos). É isso que faz a essência das Administrações municipais: acudir a população local dos problemas que impedem o progresso social e pessoal. 


Se não for por isso, não há razão de a mesma existir, seria desperdício de recursos financeiros que serviriam para o uso devido e responsável no processo de desenvolvimento e crescimento sustentável dos municípios e do Pais, no sentido de suprir as necessidades primárias do povo naquilo que é essencial.

‎ Por isso, o nosso apelo vai para os homens de direito do nosso município, na pessoa do senhor Administrador municipal Fernando António da Silva, que vele por esta situação da água e de outros problemas de primeira categoria que assolam a população da sua orbe administrativa. Já formamos um município, é necessário que se faça sentir isso e focarmos nos detalhes, em honra do município e de quem o administra, enfim, para o bem do País. E para isso, contemos também com a colaboração de todos munícipes. O momento é agora.


"A má gestão é um crime contra a comunidade, e é nossa responsabilidade denuncia-la e combatê-la."


Capelongo é uma circunscrição territorial localizada na Província da Huíla, da fronteira com a Província do Cunene. É Formada por duas Comunas: uma carrega seu próprio nome, Capelongo, a sede municipal, e a Comuna do Mulondo. 

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