INTERNACIONAL CEDEAO DECLARA “ESTADO DE EMERGÊNCIA” PARA TRAVAR NOVOS GOLPES DE ESTADO
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) declarou a região em “estado de emergêcia”, face à sucessão de golpes e tentativas de golpe que têm marcado vários países da África Ocidental, bem como ao agravamento da insegurança. O alerta foi lançado na terça-feira (09) pelo presidente da Comissão do bloco, Omar Touray.
Fonte: DW / Digital Mídia Global TV
Segundo Touray, tem-se registado uma “erosão crescente da inclusão eleitoral em vários Estados”, situação que exige “séria introspecção sobre o futuro da nossa democracia” e medidas urgentes para fortalecer a segurança regional.
O dirigente falava na reunião do Conselho de Mediação e Segurança da CEDEAO, em Abuja, Nigéria, onde reconheceu que, apesar dos esforços para consolidar os princípios constitucionais, subsistem ações que continuam a fragilizar as instituições democráticas.
“Perante esta situação, é seguro declarar que a nossa comunidade está em estado de emergência”, afirmou.
Onda de golpes na região
No domingo, militares no Benim anunciaram na televisão estatal a dissolução do governo, numa tentativa de golpe que acabou por fracassar. O episódio soma-se a várias ações semelhantes que têm marcado a região nos últimos anos.
Em novembro, um golpe militar na Guiné-Bissau afastou o antigo Presidente Umaro Sissoco Embaló, na sequência de uma eleição contestada, em que tanto o chefe de Estado como o candidato da oposição reivindicaram vitória.
Credibilidade do bloco em causa
De acordo com Ulf Laessing, responsável do Programa Sahel da Fundação Konrad Adenauer, a declaração pode representar uma tentativa da CEDEAO de recuperar credibilidade após ter ameaçado, mas nunca ter chegado a intervir militarmente no Níger, em 2023.
“Laessing observa que a organização teme que os golpes se tornem uma nova norma na África Ocidental”, assinalando que, naquela altura, o bloco “fixou prazos sem dispor de uma força de prontidão”.
“Agora tentam mostrar que falam a sério”, referiu.
Não está claro, contudo, que medidas práticas resultarão da declaração, nem se haverá resposta imediata do bloco.
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