PORTA-VOZ DOS CAMARADAS DIZ SER "PREMATURO” ABRIR DISCUSSÕES INTERNAS SOBRE SUCESSÃO DE JOÃO LOURENÇO E REAFIRMA QUE MPLA ESTÁ CORSO RUMO A 2027

Luanda: O porta-voz do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Esteves Hilário, afastou esta segunda-feira, 8 de dezembro, qualquer debate antecipado sobre a sucessão do Presidente do partido, João Lourenço, afirmando que o partido “tem momentos próprios e órgãos competentes para tratar dessa matéria”, e que “é prematuro” abrir discussões internas sobre nomes ou cenários futuros.

 


Fonte: CK


Durante a conferência de imprensa realizada em Luanda, no âmbito da apresentação do programa do 69.º aniversário do MPLA, o dirigente reforçou que o partido mantém-se “coeso, disciplinado e preparado para vencer as eleições de 2027 com uma maioria mais expressiva”, mesmo reconhecendo a existência de divergências internas.


“O MPLA está, como sempre esteve, coeso e unido em torno dos seus ideais, da bandeira e do líder”, afirmou.


Sobre o congresso previsto para o próximo ano no qual deverá ser escolhido o sucessor de João Lourenço na liderança Esteves Hilário foi taxativo.


“É prematuro discutir sucessão. As decisões serão tomadas nos órgãos próprios. Não nos guiamos por especulações.”, disse.


O porta-voz sublinhou que diferenças de opinião não ameaçam a unidade interna. “Onde há humanos, há divergências de pensamento. Isso é normal. Mas não constitui ruptura, porque o MPLA é um partido disciplinado.”

Referindo-se ao combate à corrupção, reiterou que a agenda continuará “até às últimas consequências”, mesmo quando envolve figuras do próprio partido, lembrando o caso do general Higino Carneiro, recentemente constituído arguido.


 “É cortar na própria carne, mas é um projecto do MPLA, e os resultados são visíveis nos activos e valores recuperados para os angolanos.”


Quanto aos desafios enfrentados nos últimos anos, Esteves Hilário assumiu desgaste, mas rejeitou qualquer tentativa de minimizar problemas. “Não fazemos a política do avestruz. A tempestade é para ser assumida.”


Questionado sobre um possível cansaço da população e o risco de alternância em 2027, caso a oposição se apresente unida, respondeu:


“Não será a primeira vez que a oposição se une contra o MPLA. Estamos focados na nossa organização interna e na resolução dos problemas do povo.”


O dirigente destacou ainda que o partido pretende recuperar terreno perdido em 2022, justificando que a pandemia dificultou o contacto direto com a população e a explicação das medidas económicas.

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