UNITA NA HUÍLA LAMENTA A SITUAÇÃO SOCIOPOLÍTICA E ECONÓMICA DO PAÍS, BEM COMO O BLOQUEIO DA IMPRENSA PÚBLICA

 Huíla: O secretário provincial da UNITA na Huíla, Augusto Samuel, lamentou nesta segunda-feira, dia 29, a fragilidade da política, situação social e económica do país, bem como o bloqueio da imprensa pública.



Redação: Benguela7 

Por: Belchior Chicomo/Huíla 


O político falava à margem do acto de cumprimento de fim de ano, realizado na sede do secretariado provincial do partido do Galo Negro.


Na ocasião, Augusto Samuel sublinhou que, do ponto de vista político, a província da Huíla vive um clima relativamente estável no seio do partido, uma vez que não se registaram actos de violência política relevantes. 


No entanto, frisou que persiste um elevado nível de partidarização das instituições e dos serviços públicos, incluindo, segundo disse, o bloqueio da imprensa pública.


O dirigente partidário referiu ainda a alegada instrumentalização partidária da Polícia, bem como de algumas instituições privadas de interesse público, a exemplo de certas autoridades tradicionais e religiosas e de algumas associações da sociedade civil.


Falando sobre o ano de 2025, Augusto Samuel defendeu que os angolanos, em particular os Huilanos, se sentiram mais uma vez defraudados, sendo que o Executivo não concretizou a promessa de institucionalização das autarquias locais feita durante a campanha eleitoral de 2022.


Hoje, para se ser director de uma escola, hospital, cemitério, serviço comunitário, órgão de imprensa ou mesmo de uma casa mortuária, é preciso ser membro do MPLA, isso está errado e precisa ser corrigido, afirmou.


O secretário provincial da UNITA na Huíla adiantou que a diplomacia institucional constitui uma das prioridades do partido, com destaque para o reforço das relações entre as várias instituições, com base no diálogo institucional, tanto público como privado, bem como no atendimento regular entre os secretários do partido em toda a extensão da província.


Do ponto de vista económico e social, realçou que o ano de 2025 foi particularmente difícil para as famílias, empresas e trabalhadores, sustentando que as políticas económicas adoptadas pelo Executivo não produziram os resultados esperados. 


Segundo explicou, o país continua a viver uma crise económica e social sem precedentes, marcada por uma grande distância entre o discurso teórico do Executivo e a prática.

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