GOVERNO DA HUÍLA CRITICADO POR MÁ GOVERNAÇÃO EM PROTESTO DE MORADORES DO BAIRRO EIWA CONTRA A FALTA DE ENERGIA ELÉCTRICA E ÁGUA POTÁVEL NO LUBANGO
Huíla: Os Moradores do bairro Eiwa, no Lubango, província da Huíla, realizaram neste sábado, 17 de Janeiro, uma manifestação para reivindicar a falta de energia eléctrica e de água potável, tendo igualmente criticado o Governo do MPLA por má governação e castigar o povo.
Redação: Benguela7
Por: Laurentino Segunda / Huíla
José Benilson, morador do bairro Eiwa, disse que desde o surgimento desta zona em 1999, a população nunca beneficiou de energia eléctrica nem de água potável. Referiu ainda que, para carregar os telemóveis, os moradores são obrigados a deslocar-se ao mercado do Mutundo, situação que dificulta o acesso à informação sobre o que acontece no país, não por falta de interesse, mas pela inexistência destes serviços básicos.
O entrevistado acrescentou que a população consome água do rio e de poços, líquido que, tem causado várias doenças por conter micróbios.
“Pedimos encarecidamente ao Governo Provincial da Huíla que não continue a ignorar esta situação, pois não é a primeira vez que nos manifestamos a reivindicar as mesmas coisas”, disse.
Por sua vez, Augusto Minda, outro morador do bairro, considerou lastimável o modo de vida da população da Eiwa, no que diz respeito à falta de energia eléctrica e água potável.
Preocupa o facto de os moradores consumirem água imprópria, enquanto o Governo observa a situação sem apresentar soluções concretas.
“Bebemos água proveniente de poços frequentados também por animais, o que tem causado várias doenças, esta realidade é do conhecimento do Governo local, mas preferem manter-se em silêncio”, afirmou.
O morador apela igualmente à empresa de distribuição de energia eléctrica (ENDE), para que intervenha com urgência, em benefício da população que, tanto clama há vários anos pelos mesmos serviços básicos.
Criminalidade no bairro
José Benilson alertou ainda para o elevado índice de criminalidade na zona, sobretudo no trajecto do mercado do Mutundo até ao bairro Eiwa, onde existe uma ponte que tem servido de esconderijo para marginais.
Muitos deles actuam com recurso a armas de fogo e armas brancas, roubando todos os bens das vítimas.
“Ocorrem várias mortes nesta área, o que nos preocupa bastante. A polícia deve reforçar o patrulhamento nesta ponte, sobretudo entre às 18 e as 21 horas, para permitir que os vendedores do bairro regressem em segurança às suas casas”, acrescentou.
De acordo com o morador, por volta das 19 horas, para atravessar a ponte é necessário circular em grupos de dez ou mais pessoas, como forma de intimidar os malfeitores.
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